Me repito dos mesmos erros, dos mesmos fardos
dos mesmos gostos e arremedos de partos;
As dores, tão grandes dores são nada
em tal plano físico onde desinventaram a escada
Não subo, não desço, sou parte da madeira;
da cidade, da cama, da cadeira.
Sou parte de tudo que é parte de algo
mas nada é parte de mim, sou a curva das grandes retas,
Incabível, inservível, desajustado.
Sem planos, sem metas
numa busca diária pela música que se quer
e não se sabe qual se quer,
[e se quer ainda, não tem mesmo coragem de buscar.
Não tem nada para apostar, não tem o que vencer nem então o que perder
mas não sabe abandonar.
Me repito das mesmas rimas, dos mesmos versos,
da mesma métrica, da mesma falha na métrica.
Da mesma dor.
E então se eu parasse de analisar, de escrever e até mesmo de pensar antes de fazer o que eu quero pensar em fazer, talvez eu sorrisse mais, mas não seria eu.
segunda-feira, 19 de janeiro de 2015
sábado, 10 de janeiro de 2015
sonho
destituído das vitórias comuns
o homem se levanta pela manhã
como se tudo fizesse algum
sentido numa realidade sã
tudo é maior, menor. irreal
temo já não caber em mim.
monstro ilusório, imaterial.
quimera sem rimas.
e o tempo se esvai
feito água em veraneio.
desilusões, óxidos e paz.
só ouço anseios
desculpe-me.
o leite parece que acabou.
o homem se levanta pela manhã
como se tudo fizesse algum
sentido numa realidade sã
tudo é maior, menor. irreal
temo já não caber em mim.
monstro ilusório, imaterial.
quimera sem rimas.
e o tempo se esvai
feito água em veraneio.
desilusões, óxidos e paz.
só ouço anseios
desculpe-me.
o leite parece que acabou.
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