segunda-feira, 6 de abril de 2015

Por motivos tão casuais quanto o que
me faz, agora, escrever;
Estávamos nós e mais alguém,
sentados a beber.

Com versos, risos e prosa boa
próximos a uma negra lagoa,
Em um momento que julguei oportuno
Naquele fim de tempo diurno
Roubei-te um beijo, e, ardido o meu rosto,
Vi com apenas um olho
o chão, e o outro, todo negro.

Não soube dizer no momento,
Pois ânsia de raiva e sofrimento
me tomou conta, como se um demônio ou raça
de ser enfadonho, desses que pesam toneladas
estivessem dentro de minha alma
e falassem a mim para extinguir
toda a minha calma.

Como se fosse piada, o alguém, agora,
não importante, achou oportuno, também,
dar risada.
Como se fosse, de fato, uma desgraça
engraçada.

Apontava descontroladamente para a minha cara
marcada em tom vermelho, com marcas de dedos
que outrora eu desejava.

Tendo eu, já, me recomposto, coloquei a mão em
seu fino pescoço e comecei a dar-lhe de pancadas.

Não sei a que ponto terminamos a noite, sendo o tempo
tão desinteressante para mim nesse momento em que vivo,
Mas já que nesse tal abrigo que me deram não há muito
o que se fazer, devo dizer que fiquei um tanto sujo,
principalmente nas mãos.

Em ataques de raiva é engraçado o modo como nós
ficamos completamente surdos,
Embora até o surdos ouviram os gritos de horror
daquela estúpida mulher a gritar em praça pública
de modo que nas outras pessoas suscita
esse mesmo medo, o qual, sem nenhum segredo
se espalha tão rápido quanto queima o fogo
em palha seca.

Motivo o qual agora me encontro nesse tal cômodo trancado
Em que, as vezes penso que a chave foi jogada fora
e que nunca mais se abrirá aquele maldito cadeado.

O enterro do coitado risonho, (de caixão fechado),
deve ter sido encerrado, de fato, muito cedo, visto
que tal sujeito mal educado, não deve ter lá muitos amigos.
Que é o que me consola, uma vez que preso nessa fedida gaiola,
pensar no tempo de vida dos outros é o que me resta
e me dá certa sensação de abrigo.

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