São pretos, pardos e brancos,
São feitos de dentes amarelos,
São dores por causa de trancos,
Amores um tanto singelos
Quebrei a métrica, sumi na vida,
Pisei em cada flor que vi na avenida;
Apertei os dedos das mãos com força,
Tentei seguir o perfume da moça
Somos grandes pequenos homens
Escrevendo sobre pequenas grandes coisas,
Sou parte de todas elas, sou nada em quase todas.
Uma madrugada longa e crua
Sem voz e sem garoa
Onde o sussurro é passageiro
Sou marinheiro de lagoa.
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